quinta-feira, 5 de julho de 2012

Redes virtuais e isolamento social: o que é causa e o que é consequência?

      Inicialmente, eu defendia o argumento de que as redes sociais virtuais eram a causa básica da desintegração das relações humanas na sociedade pós-moderna.
      Atualmente, eu revisei o meu ponto de vista, pois me parece agora, que as redes virtuais não podem exprimir em absoluto e isoladamente, o o fator causal e geral da epidêmica fragilidade dos vinculos humanos na cultura contemporânea, por um único motivo: elas (as redes sociais virtuais) são o efeito tardio da desintegração desenfreada dos laços e do convívio humano. Em outras palavras: as pessoas não estão mais isoladas e solitárias em função das redes virtuais. É justamente o contrário: elas estão mais presentes nas redes sociais virtuais porque elas se sentem intimamente mais isoladas e solitárias. A diferença é tenue, mas mesmo assim, penso que é importante considera-la.   

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A psicologia básica do heroísmo

      O herói, ao contrário do homem bruto (ou seja, aquele que não pensa em nada antes de agir) não se pode dar ao luxo de exceder em um pensamento, pois se ele assim o fizer, ele não agirá; ele jamais fará o que deve ser feito.
      Por outro lado, ele se opõe também ao tipo de homem puramente intelectual (aquele que pensa demais e em função de seu exagero, torna-se um inapto que basicamente é incapaz até mesmo de amarrar o cadarço dos sapatos).
      Dessa forma, se me apresenta claro e penso que é aparentemente consensual entre muitos teóricos (geralmente os adeptos das correntes mais pragmáticas) ou literários clássicos que, "pensar em excesso é o mais potente inibidor do agir". De fato, é notável (e ao mesmo tempo espantoso): exagerar no pensamento é um dos mecanismos mais eficazes quando, no íntimo, o que se deseja é evitar uma ação.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Rabbi Nachman

      "Tanto o sujeito fanático quanto o devoto, não possuem o menor poder sobre si próprios, e eles sabem disso; ambos desejam ardentemente o que não lhes pode ser útil, e eles também sabem disso; mas em verdade, o que estes homens exibem em comum é um extremado receio de si mesmos e desse modo, paradoxalmente (tal como insistia Freud), o que eles temem mais vigorosamente é justamente aquilo que eles mais desejam".