Se o ressentimento é o produto (negativo) da tensão entre o desejo e a impotência (Scheler), então o entusiasmo é a expressão (positiva) direta da tensão entre o desejo e a potência (tomada enquanto uma possibilidade concreta do vir-a-acontecer).
Neste sentido, o entusiasmo é o correspondente interior do sentimento que externamente manifesta-se sob a forma de alegria. E esse é o exato motivo pelo qual o ressentido é também um infeliz! Sua tristeza deriva justamente do seu sentimento interior de impotência - uma vez que para este, a possibilidade desde o início já se encontra excluída. Ao contrário, a alegria muitas vezes contagiante do entusiasmo é justamente alegria pelo fato de acolher em si mesma o ilimitado e o infinito em termos irrestritos de possibilidade.
Mas esta é finalmente a marca característica e elementar de toda e qualquer fé: a perseverança; e não (jamais) a credulidade cega. A credulidade cega é capaz de acreditar em tudo, especialmente naquilo que nunca foi capaz de ver ou mesmo sentir. Já a perseverança, é aquela confiança básica que é também capaz de acreditar em tudo, apesar de nem sempre ver, mas no entanto nunca deixar de sentir.
Neste sentido, o entusiasmo é o correspondente interior do sentimento que externamente manifesta-se sob a forma de alegria. E esse é o exato motivo pelo qual o ressentido é também um infeliz! Sua tristeza deriva justamente do seu sentimento interior de impotência - uma vez que para este, a possibilidade desde o início já se encontra excluída. Ao contrário, a alegria muitas vezes contagiante do entusiasmo é justamente alegria pelo fato de acolher em si mesma o ilimitado e o infinito em termos irrestritos de possibilidade.
Mas esta é finalmente a marca característica e elementar de toda e qualquer fé: a perseverança; e não (jamais) a credulidade cega. A credulidade cega é capaz de acreditar em tudo, especialmente naquilo que nunca foi capaz de ver ou mesmo sentir. Já a perseverança, é aquela confiança básica que é também capaz de acreditar em tudo, apesar de nem sempre ver, mas no entanto nunca deixar de sentir.