Concordo que a separação entre Estado e Religião é e foi vital para o início do mundo moderno. Particularmente, não sou a favor de nenhuma teocracia. Acho que o Estado tem que ser laico mesmo, porém, me incomoda muito a ideia (ou percepção) de que se utilizam muito dessa prerrogativa para se produzir de maneira um tanto velada uma "cataquese" ou militância em prol do ateísmo (ou mais indiretamente do materialismo dialético marxista); sendo este ou aquele tomado então como a "religião oficial" mas não declarada do homem moderno.
Daí se segue que o apoio da filosofia para se pensar as questões do Estado deve provir de um embate/debate sério entre as diferentes e mais expressivas filosofias sobre o homem e o mundo. Não adianta nada trocar uma ideia antiga por uma filosofia nova somente porque ela se define enquanto filosofia: teremos que ainda ver se essa filosofia é melhor... e a filosofia marxista, por exemplo, não apresenta sequer um só grama de compreensão ou informação que possa ser agregada a noção de família, já que comentávamos sobre isso agora pouco. Pelo contrário, ela repudia a família enquanto instituição - o que eu considero no minimo um retrocesso civilizatório... Além disso, desde Santo agostinho, que ofereceu as bases para a compreensão filosófica do mistério cristão até São Tomas de Aquino, os escolásticos e muitos outros, existem mais de 1500 anos de produção filosófica que deve ser considerada. O negócio não é uma simples imposição dogmática de um milagre ou revelação divina...
o
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Porque rejeito a lei da palmada?
1. A família é uma instituição sagrada pela sua própria constituição, dado que o pai e a mãe são duas autoridades naturais para a criança. Já o estado, deve ser considerado como um modelo de autoridade secundário e artificial, dado que, na melhor das hipóteses, é ele um substituto deslocado dessas figuras primárias responsáveis pela apresentação da criança ao mundo.
2. O lar, é por excelência, o espaço mais favorável para o desenvolvimento criativo e individual da criança. Imagino que está seja uma constatação facilmente observável, uma vez que acredito piamente que tanto eu como você ou qualquer um, sentimo-nos sempre mais livres e à vontade para sermos nós mesmos em casa do que em qualquer outro espaço público.
É claro que parto aqui de uma definição ideal de lar e de família, mas essa definição não é de forma alguma minha: ela é milenar e seu maior representante na historia foi a Igreja Católica (que diga-se de passagem: é uma instituição que também conta com mais de 1500 anos de assistencialismo aos mais pobres). Alguns círculos psicanaliticos também estão em pleno consenso quanto a importância do lar e da família para o crescimento e desenvolvimento saudável da criança enquanto ser individual.
Teremos de excluir de nosso ideal, no entanto, o simples conjunto de pessoas que dormem sobre o mesmo teto, mas que estão vinculadas majoritariamente por laços de ódio, culpa, ressentimento, mágoa ou marcados pela perversão destrutiva (sadismo e masoquismo), isto é, marcados pela ausência radical de amor em seu sentido espiritual mais pleno.
O ponto central, portanto, dessa discussão sobre a lei da palmada é o seguinte: estamos vivendo praticamente no auge de um processo de desconstrução do ideal de família enquanto núcleo autônomo, e desviando a autoridade natural dos pais para figuras de especialistas e técnicos a serviço do Estado. Esse processo poderíamos aqui chama-lo a grosso modo de "modernismo". Estamos assim, em relação a educação das crianças, caminhando para uma concentração cada vez maior de poder nas mãos do Estado (que opera através de seus técnicos-fiscais) e substituindo um laço natural por um artificial; em outras palavras, estamos nos afastando cada vez mais de um modelo de autoridade e nos aproximando de um modelo de tirania, dada a onisciência e o pensamento coletivista de massa característico e essencial a formação do estado.
2. O lar, é por excelência, o espaço mais favorável para o desenvolvimento criativo e individual da criança. Imagino que está seja uma constatação facilmente observável, uma vez que acredito piamente que tanto eu como você ou qualquer um, sentimo-nos sempre mais livres e à vontade para sermos nós mesmos em casa do que em qualquer outro espaço público.
É claro que parto aqui de uma definição ideal de lar e de família, mas essa definição não é de forma alguma minha: ela é milenar e seu maior representante na historia foi a Igreja Católica (que diga-se de passagem: é uma instituição que também conta com mais de 1500 anos de assistencialismo aos mais pobres). Alguns círculos psicanaliticos também estão em pleno consenso quanto a importância do lar e da família para o crescimento e desenvolvimento saudável da criança enquanto ser individual.
Teremos de excluir de nosso ideal, no entanto, o simples conjunto de pessoas que dormem sobre o mesmo teto, mas que estão vinculadas majoritariamente por laços de ódio, culpa, ressentimento, mágoa ou marcados pela perversão destrutiva (sadismo e masoquismo), isto é, marcados pela ausência radical de amor em seu sentido espiritual mais pleno.
O ponto central, portanto, dessa discussão sobre a lei da palmada é o seguinte: estamos vivendo praticamente no auge de um processo de desconstrução do ideal de família enquanto núcleo autônomo, e desviando a autoridade natural dos pais para figuras de especialistas e técnicos a serviço do Estado. Esse processo poderíamos aqui chama-lo a grosso modo de "modernismo". Estamos assim, em relação a educação das crianças, caminhando para uma concentração cada vez maior de poder nas mãos do Estado (que opera através de seus técnicos-fiscais) e substituindo um laço natural por um artificial; em outras palavras, estamos nos afastando cada vez mais de um modelo de autoridade e nos aproximando de um modelo de tirania, dada a onisciência e o pensamento coletivista de massa característico e essencial a formação do estado.
Marx e os delírios da mãe Diná
Anteriormente, me referi já aos delírios do PT e da esquerda marxista como um todo (isso na medida em que o PT se identifica ou se identificava com a teoria de Marx, mas a impressão honesta que eu tenho agora é que esses esquerdistas ditos mais radicais não suportaram a política de negociações, barganhas e coalisões do PT quando este se infiltrou no poder e para perpetuar a eterna ânsia de revolta, abandonaram o partido e se associaram com alas mais retrógradas do pensamento político moderno. Repetiram assim em ampla e coletiva escala a tragédia de dom quixote, que não aceitava as mudanças de seu tempo, e se refugiaram numa idéia filosófica política delirante do século XIX). Agora acho justo precisar a dimensão deste delírio: trata-se da pressuposição filosófica materialista de que existiria um movimento dialético - leia-se progressivo - da história expresso por uma "luta de classes" em torno de uma suposta expropriação originária do capital. Expropriação esta possibilitada pelo domínio e controle dos meios e instrumentos de produção material da riqueza por parte dos capitalistas e a consequente alienação dos trabalhadores envolvidos no processo de trabalho, (transformação material da natureza). Não obstante, mesmo sem conseguir oferecer nem sequer uma prova material deste processo (dado que ele não é de forma alguma auto evidente e muitas questões geradas por essa tese não conseguiram ser devidamente elucidadas), Marx foi além dessas especulações históricas e se aventurou ainda no terreno das projeções futuras - tal como a mãe Diná: ele predisse que o capitalismo era apenas uma etapa, mas uma etapa necessária desta dialética, e que este deveria ser substituído por um período de socialização dos meios de produção (período chamado de socialismo, ou de DITADURA do proletariado) para depois ainda ser superado finalmente pelo comunismo, ou seja, a mais perfeita e eqüitativa distribuição não só dos meios de produção quanto também das riquezas materiais geradas pelo trabalho humano.
Em suma, o paraíso perdido que o mito cristão oferecia apenas para os homens bons e mesmo assim no pós-morte, a fantástica mitologia marxista (travestida de sociologia da história) prometia para todos (todos os fiéis ao partido, é claro) e logo aqui na terra - olha só que maravilha!
Marx era tão delirante, mas tão insano, que ele acreditava alá Hegel em uma espécie de soberania determinista da história, e que a materialização de sua profecia era apenas uma questão de tempo e espera; ele alucinou que isso aconteceria com ele ainda vivo e tal como um bebê indefeso ficou esperando até morrer seco e sujo na miséria...
Daí, para entender essa grande bobagem que beira a perversão e se expressa em termos como "ódio da/a classe média", "elite branca", "sentimentos de raiva contra os pobres que não deveriam progredir materialmente em suas existências" (e todo esse discurso cruel e impiedoso PROJETADO para as políticas que simplesmente não concordam com a base filosófica da esquerda) é só um pulinho: a raiva é um afeto absolutamente natural, e Marx da um foco para ela quando elege o capital (e consequentemente, os capitalistas) como os representantes da injustiça social do mundo (coisa que obviamente o mundo já é por sua própria natureza). O sujeito até então não sabia o que lhe incomodava, mas depois ler Marx ou participar de algumas aulas na universidade ele descobre com a dona Marilena chauí, que a culpa é da "classe média"... A essa altura a vaca já foi pro brejo! Mas se acreditarmos em marx, teremos que acreditar também que nascemos todos com uma dívida, e pior, a dívida é ancestral: algo do tipo, "seu avô colonizou, escravizou e explorou o meu avô, e você me deve o que então era para ser meu... Sendo nada mais do que a uma questão de 'justiça histórica' o meu direito vingativo de retaliação..."
O raciocínio é típico de primeira série de escola; eis um queixume aí capaz de se estender infinitamente para o passado, com a expectativa de um acerto de contas vingativo no futuro; essa loucura não tem fim! Se acreditarmos em Marx, seremos ou crianças eternamente culpadas pelo mal que produzimos aos trabalhadores, de um lado, ou crianças eternamente vitimizadas e injustiçadas sedentas de vingança, pelo outro... O sistema é todo ele paranóide!
Precisou vir o século o XX, e as ditaduras sangrentas do leste europeu para descobrir que as previsões de Marx estariam absolutamente equivocadas e que o socialismo, ao contrário do que se pressupunha, não se revelou como um modelo econômico auto-suficiente, pois ao contrário do capitalismo (que nada mais é do que um modo de produção em larga escala), o socialismo se mostrou - e se mostra ainda como podemos observar em certos países da América latina - como um modo altamente ineficiente de produção de riquezas para a sociedade. Ele é sim um modelo político, isto é, de domínio de poder sobre os meios de coerção e gerenciamento das riquezas, mas riquezas produzidas invariavelmente as custas da atividade e dos rendimentos capitalistas. Se a cartilha portanto, consiste somente em modos de conquistar e ampliar as medidas de poder, então não existem princípios morais e éticos a serem obedecidos e quando se está lá, não há outra coisa a fazer se não aparelhar cada mais o estado de funções controladoras ou normativas. Neste sentido, os petistas e esquerdistas (e lula é um excelente exemplo dessa vida descuidada) aprenderam bem a lição maquiavélica: os fins justificam os meios e pela causa revolucionária, que segundo essa filosofia encarna o bem absoluto, pode se fazer toda e qualquer coisa para permanecer no poder, que é, afinal, o seu único e limitado objetivo.
Em suma, o paraíso perdido que o mito cristão oferecia apenas para os homens bons e mesmo assim no pós-morte, a fantástica mitologia marxista (travestida de sociologia da história) prometia para todos (todos os fiéis ao partido, é claro) e logo aqui na terra - olha só que maravilha!
Marx era tão delirante, mas tão insano, que ele acreditava alá Hegel em uma espécie de soberania determinista da história, e que a materialização de sua profecia era apenas uma questão de tempo e espera; ele alucinou que isso aconteceria com ele ainda vivo e tal como um bebê indefeso ficou esperando até morrer seco e sujo na miséria...
Daí, para entender essa grande bobagem que beira a perversão e se expressa em termos como "ódio da/a classe média", "elite branca", "sentimentos de raiva contra os pobres que não deveriam progredir materialmente em suas existências" (e todo esse discurso cruel e impiedoso PROJETADO para as políticas que simplesmente não concordam com a base filosófica da esquerda) é só um pulinho: a raiva é um afeto absolutamente natural, e Marx da um foco para ela quando elege o capital (e consequentemente, os capitalistas) como os representantes da injustiça social do mundo (coisa que obviamente o mundo já é por sua própria natureza). O sujeito até então não sabia o que lhe incomodava, mas depois ler Marx ou participar de algumas aulas na universidade ele descobre com a dona Marilena chauí, que a culpa é da "classe média"... A essa altura a vaca já foi pro brejo! Mas se acreditarmos em marx, teremos que acreditar também que nascemos todos com uma dívida, e pior, a dívida é ancestral: algo do tipo, "seu avô colonizou, escravizou e explorou o meu avô, e você me deve o que então era para ser meu... Sendo nada mais do que a uma questão de 'justiça histórica' o meu direito vingativo de retaliação..."
O raciocínio é típico de primeira série de escola; eis um queixume aí capaz de se estender infinitamente para o passado, com a expectativa de um acerto de contas vingativo no futuro; essa loucura não tem fim! Se acreditarmos em Marx, seremos ou crianças eternamente culpadas pelo mal que produzimos aos trabalhadores, de um lado, ou crianças eternamente vitimizadas e injustiçadas sedentas de vingança, pelo outro... O sistema é todo ele paranóide!
Precisou vir o século o XX, e as ditaduras sangrentas do leste europeu para descobrir que as previsões de Marx estariam absolutamente equivocadas e que o socialismo, ao contrário do que se pressupunha, não se revelou como um modelo econômico auto-suficiente, pois ao contrário do capitalismo (que nada mais é do que um modo de produção em larga escala), o socialismo se mostrou - e se mostra ainda como podemos observar em certos países da América latina - como um modo altamente ineficiente de produção de riquezas para a sociedade. Ele é sim um modelo político, isto é, de domínio de poder sobre os meios de coerção e gerenciamento das riquezas, mas riquezas produzidas invariavelmente as custas da atividade e dos rendimentos capitalistas. Se a cartilha portanto, consiste somente em modos de conquistar e ampliar as medidas de poder, então não existem princípios morais e éticos a serem obedecidos e quando se está lá, não há outra coisa a fazer se não aparelhar cada mais o estado de funções controladoras ou normativas. Neste sentido, os petistas e esquerdistas (e lula é um excelente exemplo dessa vida descuidada) aprenderam bem a lição maquiavélica: os fins justificam os meios e pela causa revolucionária, que segundo essa filosofia encarna o bem absoluto, pode se fazer toda e qualquer coisa para permanecer no poder, que é, afinal, o seu único e limitado objetivo.
"Acredito que o melhor programa social é um emprego". Ronald Reagan
Alguém no âmbito da política, deve sim, pensar, se preocupar, investir e apostar no potencial individual e criativo do seres humanos - assim como o faz de modo radical e acertadamente, a meu ver, a psicanálise.
Considero que podemos então, como também agentes políticos que somos, ultrapassar essa ideologia coletivista (e por essência, esmagadora de singularidades) dominante na política brasileira atual (especialmente no âmbito federal). Devemos assim, eu acredito, superarmo-nos em relação aos discursos de massa tão redutores das possibilidades individuais e finalmente desmistificar a falsa noção de que "emprego", "mercado", "livre iniciativa" e "propriedade privada" são palavrões ou mesmo novos pecados capitais...
Mas sigo com uma dúvida: essa tendência muito bem apontada por você, sobre uma possível e forçosa regressão coletiva (neurótica) ao estado de dependência dos sujeitos em relação ao Estado patrono, seria expressão de um desejo nostálgico de retorno á dependência tirânica do pai sádico (como nos exemplos de totalitarismo fascista e socialista do século XX), ou da "mãe jacaroa" (para usar a feliz expressão de Lacan sobre as mães devoradoras da subjetividade de seus filhos)???
Honestamente, estou mais inclinado a pensar na segunda hipótese para compreender a hegemonia do pensamento da esquerda totalizante na América Latina...
P.s: não sou de forma alguma absolutamente contra políticas de cunho mais assistencial, pois acho sim que o Estado deve atuar para oferecer condições mínimas ao desenvolvimento de pessoas absolutamente desamparadas. Porém, tenho a péssima impressão de que muitos de nossos governantes estão se apropriando e conduzindo essas políticas de maneira completamente perversa: isto é, com vistas a manutenção eterna da relação de dependência.
Considero que podemos então, como também agentes políticos que somos, ultrapassar essa ideologia coletivista (e por essência, esmagadora de singularidades) dominante na política brasileira atual (especialmente no âmbito federal). Devemos assim, eu acredito, superarmo-nos em relação aos discursos de massa tão redutores das possibilidades individuais e finalmente desmistificar a falsa noção de que "emprego", "mercado", "livre iniciativa" e "propriedade privada" são palavrões ou mesmo novos pecados capitais...
Mas sigo com uma dúvida: essa tendência muito bem apontada por você, sobre uma possível e forçosa regressão coletiva (neurótica) ao estado de dependência dos sujeitos em relação ao Estado patrono, seria expressão de um desejo nostálgico de retorno á dependência tirânica do pai sádico (como nos exemplos de totalitarismo fascista e socialista do século XX), ou da "mãe jacaroa" (para usar a feliz expressão de Lacan sobre as mães devoradoras da subjetividade de seus filhos)???
Honestamente, estou mais inclinado a pensar na segunda hipótese para compreender a hegemonia do pensamento da esquerda totalizante na América Latina...
P.s: não sou de forma alguma absolutamente contra políticas de cunho mais assistencial, pois acho sim que o Estado deve atuar para oferecer condições mínimas ao desenvolvimento de pessoas absolutamente desamparadas. Porém, tenho a péssima impressão de que muitos de nossos governantes estão se apropriando e conduzindo essas políticas de maneira completamente perversa: isto é, com vistas a manutenção eterna da relação de dependência.
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